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Jovens Auditores da CPLP debatem o futuro do controlo público na era digital, no seu III Encontro, em Angola

há 17 minutos
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São Tomé, 28 de outubro de 2026 – Decorre desde ontem, em Luanda, capital de Angola, o III Encontro dos Jovens Auditores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), subordinado ao lema «O Papel das ISC na Transformação Digital, Sustentabilidade e Transparência».

O evento reúne 18 jovens profissionais de sete países da CPLP — Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste — com o propósito de promover a partilha de conhecimentos, experiências e boas práticas no domínio do controlo externo das finanças públicas.


Em representação do Tribunal de Contas de São Tomé e Príncipe (TdC-STP), participam o Senhor João Riôa Nazaré de Mota, Verificador de II Nível, e a Senhora Paula Nidai da Graça Leite, Verificadora Estagiária.

A sessão de abertura, realizada ontem, na Sala de Conferências «Cadeiras Brancas», contou com a presença dos Juízes Conselheiros Presidentes dos Tribunais de Contas e das Instituições Superiores de Controlo (ISC) membros (OISC-CPLP), das respetivas delegações e dos Juízes Conselheiros do Tribunal de Contas de Angola.

Na ocasião, o Venerando Juiz Conselheiro Presidente do Tribunal de Contas de Angola e Presidente da OISC-CPLP, Sebastião Domingos Gunza, destacou a importância das Instituições Superiores de Controlo acompanharem a evolução tecnológica e se prepararem para fiscalizar uma Administração Pública cada vez mais digital.

O responsável salientou, igualmente, a necessidade de desenvolver competências técnicas, adotar metodologias adequadas e reforçar a cooperação institucional, de modo a responder aos novos desafios colocados à fiscalização das finanças públicas.

Seguiu-se a palestra subordinada ao tema «As ISC na era da Inteligência Artificial: oportunidades, riscos e desafios para a auditoria pública», proferida pelo Venerando Juiz Conselheiro Manuel da Cruz Neto, que abordou o impacto das tecnologias de informação, em particular da Inteligência Artificial (IA), na transformação dos processos de análise, auditoria e tomada de decisão.

Durante a sua intervenção, o palestrante chamou a atenção para os limites da utilização da Inteligência Artificial no controlo do setor público, defendendo que o julgamento profissional, a interpretação jurídica, a avaliação ética e a responsabilização devem permanecer sob supervisão humana. Sublinhou que, embora a tecnologia possa apoiar a análise de informação e identificar dados relevantes, não substitui a capacidade crítica do auditor nem a sua responsabilidade na apreciação dos factos e na fundamentação das decisões.

Os trabalhos prosseguem até quinta-feira, com a apresentação e discussão de diferentes temas em pequenos grupos de trabalho, promovendo o intercâmbio de experiências e a reflexão conjunta sobre os desafios e as oportunidades da transformação digital, da sustentabilidade e da transparência no exercício do controlo externo.

A participação do Tribunal de Contas de São Tomé e Príncipe neste encontro reafirma o seu compromisso com a valorização dos jovens profissionais, o reforço das competências técnicas e a cooperação entre as Instituições Superiores de Controlo da CPLP, em prol de uma fiscalização pública mais moderna, eficaz e transparente.



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