Angola Sucede a GuinĂ© Bissau e Assume a PresidĂȘncia Rotativa da OISC- CPLP
- 3 de out. de 2025
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SĂŁo TomĂ©, 03 de outubro de 2025 â Teve lugar no dia 01 de outubro em Luanda-Angola, a sessĂŁo solene de Abertura da XIII Assembleia Geral da Organização das InstituiçÔes Superiores de Controlo da Comunidade dos PaĂses de LĂngua Portuguesa (OISC-CPLP), sob o lema âAlteraçÔes ClimĂĄticas e seus Impactosâ.

O acto de abertura foi presidido pelo anfitriĂŁo, Juiz Conselheiro Presidente do Tribunal de Contas de Angola, Dr. SebastiĂŁo Domingos Gunza, e contou com a distinta participação dos representantes mĂĄximos dos tribunais de contas da CPLP e entidades similares dos paĂses lusĂłfonos.
No seu discurso de abertura, o Juiz Conselheiro Presidente Dr. SebastiĂŁo Domingos Gunza, salientou a importĂąncia da rotatividade das assembleias da OISC-CPLP e a relevĂąncia de levar a justiça Ă s vĂĄrias geografias da lusofonia, defendendo que os encontros da organização devem fortalecer a democracia, a independĂȘncia institucional e a interdependĂȘncia com os demais ĂłrgĂŁos de soberania.
Sublinhou ainda que a utilização dos recursos pĂșblicos destinados Ă acção climĂĄtica deve ser verificada nĂŁo apenas sob o prisma legal e contabilĂstico, mas tambĂ©m segundo os critĂ©rios da eficĂĄcia, eficiĂȘncia e impacto social.
âQuando se fala de patrimĂłnio pĂșblico, muitos ainda conservam uma visĂŁo ultrapassada, que nĂŁo inclui o ambiente. Na nossa visĂŁo, o meio ambiente deve integrar plenamente o conceito de patrimĂłnio pĂșblicoâ, afirmou.
Recordou ainda da sua intervenção recente em SĂŁo TomĂ© e PrĂncipe, onde defendeu o papel insubstituĂvel dos tribunais de contas perante alteraçÔes legislativas com impacto negativo no seu autogoverno.
âEstes encontros devem permitir que se avalie o modo como os institutos jurĂdicos sĂŁo aplicados, devolvendo-lhes o seu espĂrito original ou, quando necessĂĄrio, propondo as correcçÔes que se impĂ”emâ, sublinhou.
Ao assumir a presidĂȘncia da OISC-CPLP, o Juiz Presidente defendeu a adoção da LĂngua Portuguesa, como a lĂngua de trabalho da OISC, sendo que hoje posiciona-se no quinto lugar da lĂngua mais falada do mundo, enaltecendo o poder unificador da lĂngua portuguesa como instrumento de cultura, cooperação e jurisdição partilhada.










